Sobe o desempenho, Cai o Medo: 34% melhores em matemática

Um estudo realizado pela Western Sydney University, na Austrália, constatou que a Matific ajudou a melhorar o desempenho dos alunos em 34%, reduziu a ansiedade e o medo dos alunos com relação à matemática e tornou as aulas de matemática mais divertidas nos anos iniciais.

O trabalho da pesquisadora Catherine Attard, do Centro de Pesquisa para Educação, estudou oito escolas diferentes – em cultura, situação sócio-econômica, região/localização – e tinha por objetivo entender o efeito que uma ferramenta de tecnologia educacional, como a Matific, poderia ter no processo de ensino e aprendizagem e engajamento dos alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental.

aluna_vidigalComparando as avaliações de sondagem e de verificação, houve um aumento de 34% nos resultados das provas. De acordo com a pesquisadora, uma das razões para esta melhoria é que, apesar da Matific ser uma ferramenta educacional, os alunos acharam que os jogos são uma forma divertida e envolvente de aprender matemática.

No Brasil, o trabalho iniciado em 2014, em parceria com gestores e, principalmente, professores, tem levado a tecnologia dos jogos e das atividades de matemática para milhares de alunos em escolas públicas e privadas. Na Escola Estadual Padre Pasquale Filippelli, em Diadema/SP, o desempenho dos alunos nas avaliações oficiais do Governo mostram os resultados desta parceria: mais de 14% de melhoria no IDEB 2015, com um resultado 23% acima da meta para o Estado de São Paulo.  Outro grande resultado é o da Escola Estadual Coronel Raul Humaitá, em São Paulo, com evolução de 29% no desempenho do IDEB.

A relação do aluno com a matemática também mudou, e isto se reflete nas avaliações e, ainda mais, na sala de aula.

A Profª Claudia, do 3º ano da Pasquale Filippelli, percebe as mudanças: “Antes de usar a Matific, os alunos não tinham interesse pela matemática. Muitos não sabiam os números, tinham muita dificuldade. Agora vêm animados para o laboratório e querem aprender.”

izanete_filippelliA Profª Izanete destaca a relação dos seus alunos do 5º ano com os desafios: “Quando eles acertam nos jogos, ficam maravilhados. É um jogo que eles não fazem obrigados, mas é por prazer”. A Isabela, aluna do 3º ano, sabe bem disso: Eu não gostava de matemática. Era muito difícil e chato. Agora matemática é no joguinho e eu adoro”.